A desafiante saga do empreendedor brasileiro que deseja exportar

O empreendedor brasileiro têm buscado táticas para tentar driblar altas cargas tributárias, custos com folhas de pagamento, aquisição de bens ativos duráveis e não duráveis e aplicar táticas estratégicas de vendas seja para espaço físico ou via marketing digital de forma que seu produto crie credibilidade e espaço no mercado de seu segmento. 

E não é só isso minha gente! Ainda precisa continuar investindo constantemente em aperfeiçoamentos no que tange temas de empreendedorismo, estar constantemente antenado no mercado de seu segmento para que seu produto possa ser visto como um diferencial e ter uma margem crescente de consumo. 

Aí você pára e pensa…Ok cara colunista e onde podemos inserir o tema exportação nesse contexto ?

É aí que eu quero chegar meus caros leitores….

Exportar têm sido uma das estratégias recentes das empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, de forma que o empreendedor brasileiro consiga explorar e encontrar novos mercados para vender seu produto. 

Além disso, o governo brasileiro têm atuado fortemente através de políticas criadas por órgãos como Apex, juntamente com MDIC e CNI, além de outras entidades que fomentam as exportações, tendo criado possibilidades ás empresas brasileiras no sentido de entenderem melhor a sistemática de uma exportação e atuar na promoção de seu produto no mercado externo á fim de fomentar suas vendas no exterior. 

No último webinar realizado pela Apex em Junho de 2024, foi comentado alguns dados relevantes do cenário atual das empresas exportadoras no Brasil, tais como:

  1. Das empresas existentes no Brasil menos de 1%  exportam;
  2. Dentre esse percentual, 90% das empresas que exportam estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste;
  3. As pequenas e médias empresas representam 40% das empresas exportadoras;

E não pára por aí pessoal ! Além dos dados acima, temos alguns fatores que atualmente têm levado o empreendedor brasileiro a pensar e repensar em ingressar no mercado de exportação, eis que relaciono os principais abaixo:

  1. Falta de recursos financeiros para promover seu catálogo de produtos no mercado exterior;
  2. Assegurar e manter uma boa política de marketing de seus produtos;
  3. Criação de site, catálogos, sistema de etiquetagem exigidas em outro idioma;
  4. Adaptações de embalagens, rótulos, cores, mensagens diferenciadas de acordo com as particularidades de cada país que está sendo desenvolvido o mercado de seu produto;
  5. Lidar e atender exigências do mercado internacional que envolvem certificação de produto junto a órgãos reguladores de seu país e do país de destino;
  6. Levantamento de documentos necessários que atendam as regulamentações internacionais de seu país e do país destinatário que esteja em acordo com as aduanas de ambos os países. 

Conclui-se que mesmo diante de tantos fatores de investimento para se tornar uma empresa exportadora, há de se analisar possíveis fatores de retorno, pois uma vez tendo ingressado definitivamente no mercado internacional, o seu produto passa a ser comercializado em moeda estrangeira, o empreendedor brasileiro passa e depender menor de um mercado único e cria-se um ambiente de expansão de sua marca em diversos países com políticas financeiras e políticas crescentes e reduz a dependência somente pelo mercado de consumo brasileiro. 

Redigido por Evelyn Pucinelli, Colunista e Especialista de Comércio Exterior. (@jornalcomex)

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