Sociedade do desempenho e produção

O filósofo e ensaísta Byung-Chul Han, escreveu em seu livro “Sociedade do Cansaço” a relação tóxica que a humanidade construiu ao longo dos séculos com a produtividade. Baseado na concepção errônea de que ser produtivo e viver cansado são sinônimos positivos de sucesso. Na educação, tais conceitos tornam-se ainda mais evidentes e reafirmam a criação de padrões corrosivos, gerando estudantes mentalmente instáveis e acríticos visto que, como parte fundamental dessa coletividade doente encontra-se também a relação de alienação do pensamento crítico. 

Métodos tradicionais de estudos naturalizaram o esgotamento mental baseado na obtenção de conhecimento analisada do senso comum, formando jovens que não tem consciência da sociedade e do mundo que os cerca, evidenciando a reação perversa desse tipo de prática: não permitir a formação intelectual e o engajamento dos alunos com outras atividades e informações além daquelas associadas ao desempenho escolar. 

Combater ações danosas como essa inicia-se desde a compreensão do problema até a efetividade para soluciona-lo. Alterando os paradigmas sociais, veremos mudanças também na busca por desempenhos acadêmicos que não necessariamente refletem no aprendizado. Tendendo a criar ambientes menos tóxicos e pessoas menos desgastadas. 

Gostou? Comenta aqui o que Achou!!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter