O mercado agropecuário de Rio Verde (GO), um dos principais polos produtivos do Cerrado, apresenta hoje estabilidade nas principais commodities — soja, milho e boi gordo — com variações pontuais entre cooperativas, tradings e indústrias. O cenário reflete fatores como logística de escoamento, demanda externa, câmbio e avanço da colheita da safra 2025/26.
Com o dólar cotado a R$ 5,15, os preços locais seguem influenciados pela paridade de exportação, custos de frete e condições das lavouras, especialmente umidade do solo, maturação fisiológica e janela de comercialização.
Soja em Rio Verde (GO): mercado físico firme com contratos futuros mais valorizados
A soja disponível no balcão das cooperativas mantém referência próxima de R$ 109,00 por saca, indicando equilíbrio entre oferta imediata e demanda industrial. Algumas empresas permanecem fora de mercado, sinalizando cautela diante da volatilidade internacional.
Os contratos futuros mostram prêmio relevante, refletindo expectativas de demanda e possíveis impactos climáticos sobre a produtividade.
| Empresa / Cooperativa | Preço Soja (R$/sc) | Observação |
|---|---|---|
| Caramuru | 109,00 | Balcão |
| Cargill | 106,00 | Balcão |
| COMIGO | 109,00 | Balcão / Contrato até 28/02/2026 |
| Grupo Cereal | 109,00 | Balcão / Soja 2026 |
| L. Dreyfus | 109,00 | Balcão |
| Toyota NovaAgri | 108,00 | Spot |
| Toyota NovaAgri | 116,00 | Futura 2027 |
- Prêmios futuros indicam expectativa de mercado aquecido
- Oferta pontual devido ao ritmo de colheita
- Influência direta do dólar e dos custos logísticos
- Pressão de armazenagem na região Centro-Oeste
Milho e sorgo: safrinha já influencia negociações
O milho disponível apresenta variação significativa entre compradores, com máximas próximas de R$ 57,00 por saca. Já o milho safrinha é negociado com desconto, refletindo expectativa de aumento de oferta após a colheita.
O sorgo, alternativa estratégica em anos de déficit hídrico, também mostra preços diferenciados conforme prazo de entrega e qualidade do grão.
| Produto | Empresa | Preço (R$) | Observação |
|---|---|---|---|
| Milho | BRF | 57,00 | Balcão |
| Milho | COMIGO | 56,00 | Balcão |
| Milho | Cargill | 47,00 | Balcão |
| Milho | Grupo Cereal | 51,00 | Balcão |
| Milho Safrinha | Grupo Cereal | 48,00 | Safrinha 2026 |
| Milho Futuro | Toyota NovaAgri | 44,00 | Contrato futuro |
| Sorgo | BRF | 48,00 | Balcão |
| Sorgo | COMIGO | 46,00 | Balcão |
| Sorgo Safrinha | Grupo Cereal | 39,00 | Safrinha |
- Safrinha tende a ampliar oferta no segundo semestre
- Preços dependem da produtividade e do regime de chuvas
- Demanda da pecuária intensiva sustenta consumo interno
- Sorgo ganha espaço como substituto do milho em rações
Boi gordo e pecuária: arroba chega a R$ 330 para padrão exportação
Na pecuária de corte, o boi gordo segue valorizado na região, impulsionado pela demanda externa e pela oferta restrita de animais terminados. O chamado “Boi China”, que atende ao protocolo de exportação, alcança os maiores valores.
| Categoria | Preço (R$/@) |
|---|---|
| Boi gordo | 320,00 |
| Boi China | 330,00 |
| Vaca | 305,00 |
| Novilha | 320,00 |
- Exportações seguem sustentando o mercado
- Oferta reduzida de animais confinados
- Custo da ração influencia decisão de venda
- Mercado atento ao consumo interno
Cana-de-açúcar e proteínas: indicadores complementares do agro regional
Na cana-de-açúcar, o ATR acumulado está em 1,1926, com preço da cana esteira em R$ 145,46 por tonelada, antes dos descontos obrigatórios. O indicador reflete produtividade agrícola e qualidade industrial da matéria-prima.
No setor de suínos, a cotação à vista alcança R$ 6,80/kg, enquanto o leite permanece sem reajustes significativos ao produtor.
- ATR elevado indica boa concentração de açúcares
- Custos tributários impactam a rentabilidade da cana
- Suinocultura acompanha demanda doméstica
- Leite segue pressionado por margens apertadas
Rio Verde consolida-se, mais uma vez, como termômetro do agronegócio brasileiro, reunindo grãos, pecuária e bioenergia em um único polo produtivo. A evolução das cotações nas próximas semanas dependerá principalmente do clima, da logística e do comportamento do mercado internacional de commodities.
Fonte: rio verde rural


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