A importância da inovação no agronegócio

A denomina Revolução 4.0 chegou em todas as esferas, assim como no agronegócio brasileiro. O setor é referência mundial em produtividade, sendo responsável por mais de 20% do PIB do país e as inferências são de que o crescimento será exponencial com a adoção da tecnologia nas atividades agropecuárias.

Estudo tem revelado que o Brasil possui mais de 1.100 startups direcionadas ao agronegócio o que corrobora com os números de agtechs que acontece na lista dos objetivos listados pela Agenda 2030 da ONU, sendo estas empresas responsáveis por alinhar tecnologia ao aumento da produtividade e à sustentabilidade, uma demanda mundial.

Para tal, surgem os chamados polos de inovação, que proporcionam aos produtores a oportunidade de ter acesso às novidades tecnológicas através da conexão com startups e players do mercado, visando a transformação digital. Essa conexão é chamada de ecossistemas, e que investem em excelência educacional e produção agrícola relevante. Um exemplo é Piracicaba, considerada o principal ecossistema de inovação no agronegócio do Brasil, onde hubs do segmento se conectam com grandes empresas, produtores, investidores e pesquisadores para gerar soluções tecnológicas. Como muitas empresas não tem a inovação em seu core business, os hubs surgem como oportunidade de articular esses ecossistemas.

Pode-se dizer que a tecnologia no agronegócio é impulsionada, principalmente, pela necessidade de redução de custos e aumento da produção. Portanto, as tecnologias empregadas variam em função do ambiente em que o negócio está inserido. Razão pela qual, não é fácil dizer qual inovação se aplica sem conhecer as necessidades de cada empreendedor. Um exemplo de diferenciação é a utilização de tecnologias de rastreabilidade, como “blockchain”.

Para quem ainda está se conectando com a inovação, algumas redes sociais da agricultura tem surgido com o propósito de compartilhar informações, discutir as demandas do agronegócio, construindo relações colaborativas de forma digital. Desta forma, é possível o agronegócio adquirir autonomia e força com vista aos objetivos próprios de cada negócio, já que é quase impossível viver sem o apoio da tecnologia.

Estudos tem demonstrados quem nos próximos anos a transformação digital no agro irá se consolidar e que a engenharia genética e a biotecnologia, serão as responsáveis pelas mudanças na agricultura familiar e corporativa, e quem irá ganhar com tudo isso é o consumidor, já que este tornou-se exigente em termos de transparência nos métodos de produção.

Ivone Vieira @ivonevieira

Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *