A volta dos gafanhotos aterroriza produtores de RS

Os insetos foram detectados a 5 KM do Rio Grande do Sul. Os gafanhotos, que estariam muito perto do município gaúcho de Porto Xavier, são de espécie menos voraz e que se desloca mais lentamente do que exemplares avistados meses atrás.

Mas mesmo assim preocupa produtores, pois no período atual os grãos produzidos estão em desenvolvimento, e esse fato despertou o alerta da Defesa Agropecuária gaúcha, que afirma que há grupos de insetos a cerca de 5 quilômetros do município de Porto Xavier (RS).De acordo com levantamento do Serviço de Saúde e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa), os insetos observados são da espécie mais conhecida como tucura. Eles têm normalmente maior porte que os gafanhotos comuns, mas não são tão vorazes, nem se deslocam com igual velocidade.

Espécies:

Existem varias espécies de gafanhotos ao redor do mundo, como os gafanhotos, acridianos, acrídios, ticuras ou tucuras, são insetos com grande potencial e destruição de plantações, claro que cada um tem sua particularidades e características, alguns variam de tamanhos entre 1,5 centímetro e aproximadamente 12 centímetros a sua forma corporal é segmentada. Os gafanhotos comem preferencialmente gramíneas, folhas e cereais, mas muitos gafanhotos são onívoros. A grande maioria dos gafanhotos são polífagos. Muitos alimentam-se a partir de várias plantas hospedeiras durante um dia, enquanto outros preferem alimentar-se na mesma planta hospedeira. Apenas uma das 8000 espécies de gafanhoto é monófaga, alimentando-se de duas espécies de plantas.

Tucuras:

Um comunicado da entidade argentina afirma que os tucuras já foram registrados antes na província de Misiones, onde são considerados uma praga ocasional. Esses gafanhotos têm comportamento gregário e podem ser encontrados em grupos numerosos, lembra o Senasa.

No entanto, sua capacidade de deslocamento não seria comparável à dos gafanhotos da espécie sul-americana, chamados localmente de langostas, que se movem em grandes nuvens, devorando o que encontram pelo caminho. E assim a longo da historia os gafanhotos foram se tornando o grande medo de produtores rurais.

Destruição de plantações na história

Em 2019, lavouras da Etiópia, Quênia e Somália foram destruídas por imensos enxames de gafanhotos. Alertas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura sobre a proliferação de gafanhotos que poderia tornar a situação ainda mais fora de controle, afetando a segurança alimentar na Tanzânia, Uganda e Sudão do Sul, Irã e Yemen.

E com a pandemia da COVID-19 aliada com um ataque de gafanhotos a produções de alimentos seria uma calamidade.

Os gafanhotos, combinados com os impactos da COVID-19, podem ter consequências catastróficas nos meios de subsistência e segurança alimentar”, afirmou QU Dongyu, diretor geral da organização.

Orientações para o monitoramento e controle

Com base no manual Argentino o ministério da agricultura criou um manual de orientações de controle e monitoramento dos insetos.

Ovos

Segundo o manual, o monitoramento deve ser feito onde foram registrados ovos da praga. É necessário observar se existem buracos no chão e confirmar a presença de ovos. “Um gafanhoto adulto pode fazer a postura mais de uma vez, entre 80 e 120 ovos por postura aproximadamente”, consta no documento.

Ninfas

Os gafanhotos em estado juvenil não tem capacidade para voar. Portanto, a indicação é o monitoramento no nível do solo. Locais de postura devem ser monitorados periodicamente para verificar nascimentos.

Adultos

A indicação do Ministério da Agricultura para conter gafanhotos adultos é por via aérea ou no solo com o uso de atomizadores do tipo canhão. O recomendado é a aplicação com a nuvem de insetos espacialmente localizada.

Fontes: www.canalrural.com.br / conexaoplaneta.com.br / revistagloborural.globo.com /

Imagem: Pinterest

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