Ajuste nas cotações após sequência de valorização
O mercado da vaca gorda em Goiás encerrou a semana com leve retração nos preços, refletindo um movimento técnico após dias consecutivos de valorização. Na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, a arroba negociada à vista caiu 0,33%, encerrando o dia cotada a R$ 299,07.
Apesar do recuo pontual, os contratos com pagamento a prazo mantiveram valores acima da marca considerada simbólica de R$ 300 por arroba, demonstrando sustentação do mercado mesmo diante da correção.
Negócios a prazo permanecem acima do patamar psicológico
A modalidade com pagamento em 30 dias apresentou ajuste de 0,50% em relação ao dia anterior. Após atingir R$ 302,20 na quinta-feira (19/02), a média recuou para R$ 300,69 na sexta.
Durante o pregão, os negócios oscilaram dentro da seguinte faixa:
- Preço mínimo: R$ 299,50 por arroba
- Preço máximo: R$ 303,75 por arroba
- Média final: R$ 300,69 por arroba
Esse comportamento evidencia que o mercado continua sensível a movimentos de oferta e demanda, mas sem perda significativa de sustentação.
Mercado à vista volta a operar abaixo de R$ 300
No mercado de pagamento imediato, a cotação também acompanhou o movimento de ajuste. Depois de ultrapassar os R$ 300 no dia anterior, o valor voltou a ficar ligeiramente abaixo desse nível.
A média registrada foi:
- Preço à vista: R$ 299,07 por arroba
- Variação diária: −0,33%
Ainda assim, analistas consideram a faixa atual remuneradora para o produtor, sobretudo diante do custo de produção e da demanda consistente por carne bovina.
Evolução das cotações ao longo de fevereiro
Os dados do mês mostram um cenário de recuperação gradual das cotações, interrompido apenas pelo ajuste técnico do dia 20.
| Data | Preço 30 dias (R$/@) | Preço à vista (R$/@) |
|---|---|---|
| 10/02 | 295,80 | 293,29 |
| 13/02 | 298,80 | 295,71 |
| 18/02 | 301,33 | 299,36 |
| 19/02 | 302,20 | 300,06 |
| 20/02 | 300,69 | 299,07 |
A trajetória indica fortalecimento gradual do mercado ao longo da segunda quinzena do mês, seguido por uma acomodação natural após atingir níveis mais elevados.
Reposição segue aquecida no interior goiano
Enquanto o gado pronto para abate apresentou leve queda, o segmento de reposição mantém forte valorização, especialmente no caso das matrizes.
A vaca parida tem sido destaque nos leilões regionais, atraindo pecuaristas interessados em ampliar o plantel com animais produtivos e de genética consolidada.
Em um leilão recente em Rio Verde, foram observados os seguintes resultados:
- Vacas paridas com bezerro macho: até R$ 5.000 por unidade
- Vacas Nelore solteiras: cerca de R$ 3.770 por cabeça
Preços elevados também em outras regiões produtoras
O movimento de valorização não se restringe ao sudoeste goiano. Outras importantes áreas pecuárias do estado registram negócios robustos.
- Jataí: vacas paridas negociadas em torno de R$ 4.200, variando conforme a qualidade do bezerro
- Porangatu: fêmeas paridas alcançando aproximadamente R$ 4.700
Esse cenário reforça a percepção de que a demanda por matrizes continua elevada, impulsionada pela expectativa de manutenção dos preços do boi gordo no médio prazo.
Ajuste considerado natural pelo mercado
A leve queda observada na sexta-feira é interpretada como um movimento típico após sucessivas altas. Indicadores do setor já sinalizavam resistência do mercado em sustentar níveis muito elevados por períodos prolongados.
Mesmo assim, a média de R$ 300,69 nos contratos a prazo permanece dentro de um patamar considerado positivo para a rentabilidade do pecuarista.
Com a reposição aquecida e a demanda firme por carne bovina, o cenário geral da pecuária de corte em Goiás segue favorável, apesar das oscilações pontuais nas cotações diárias.
Fonte: rio verde rural


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