Do Campo a sua Mesa – Saiba sobre o ciclo produtivo do seu alimento!

Alta e baixa de preços, variação de produtos no mercado de acordo com a época do ano, para a grande parte dos consumidores o processo do alimento antes de chegar ao supermercado é um grande mistério, entretanto, com a grande facilidade de acesso a informação, o consumidor, cada vez mais tem se mostrado interessado, em saber as origens do seu alimento! Continue a sua leitura para saber como funciona essa cadeia.

Texto: Jéssica Barbosa

Vamos conhecer a cadeia de alimentos?

Podemos segregar em três etapas principais, sendo elas a propriedade, onde o alimento será cultivado, a indústria onde o alimento será processado e/ou industrializado e por último, mas não menos importante a terceira, aqui nós encontramos os varejistas que são os principais responsáveis para o alimento chegar até o consumidor final. Agora, você pode estar se perguntando, quem faz a ponte entre um processo e outro?

Bom, aí é que entram os transportadores, ou, como costumamos dizer, os atravessadores, que são os responsáveis por realizar a ponte entre o produtor e a indústria. Os atravessadores, muitas das vezes se aproveitam da desorganização e desestruturação dos produtores rurais, principalmente dos pequenos produtores que praticam a comercialização de forma individual, para adquirir seus produtos a um preço extremamente baixo, ressalta-se que ainda há a possibilidade de perda pela deterioração dos mesmos, e revendê-los posteriormente ao atacado ou varejo a preços determinados pelo próprio atravessador.

Qual o papel do atravessador na cadeia produtiva?

A participação dos atravessadores provoca uma redução na receita líquida dos produtores, uma vez que o preço não é determinado pelo próprio produtor, que muita das vezes acaba saindo no prejuízo, vale ressaltar que grande parte dos pequenos produtores, desconhece o custo final da sua produção, isso porque a grande maioria se baseia apenas nos gastos que são visíveis, ignorando as despesas a longo prazo, como depreciação de equipamentos, além disso, em virtude da mão de obra dos pequenos produtores ser familiar, gastos como mão de obra não são colocados na ponta do lápis. Por outro lado, se avaliarmos graças aos mesmos, que muitos produtores conseguem escoar a sua produção, pois os atravessadores conseguem vender em maiores quantidades e em lugares estratégicos de comercialização, a demanda local das cidades não se torna suficiente para todos os produtores realizem o escoamento de seus produtos, em grande maioria, perecíveis, logo, se evita a perda de produção.

Desafios de uma falta de gestão na propriedade

A falta de gestão na propriedade é um dos pontos mais cruciais na hora de se realizar um correto fluxo de caixa e consequentemente um correto calculo de safra! O que pode parecer simples para alguns é um desafio e tanto para quem esta no campo. Atualmente existem várias ferramentas e softwares disponíveis e de fácil aplicabilidade, entretanto, como iniciar a inserção desses produtores a tecnologia, sendo que segundo dados do IBGE, falta conexão em 3,6 milhões de fazendas do país? Reiteramos ainda que existe uma parcela de produtores que inclusive, dispensa o uso de celulares. Toda essa dificuldade de acesso e falta de consultoria e assistência técnica, resulta em diversos prejuízos ao bolso do produtor! Inclusive, você profissional que está lendo essa matéria, eu duvido que ao longo da sua jornada você não escutou algo do tipo: Se eu por na ponta do lápis eu desisto! Bom, se você não escutou, eu acredito que você ainda vá escutar.

Entendendo o preço dos alimentos

Bom, então vamos recapitular alguns pontos importantes para saber como o preço do nosso alimento pode ser variável? Primeiro ponto é que a falta de uma gestão financeira dentro das propriedades faz com que muitos produtores saiam no prejuízo e não tenham um preço justo no seu produto, acreditem, o produto “In natura”, advindo do produtor, é o que menos possui valor agregado e consequentemente o produtor é quem menos fatura na cadeia. Temos depois a inserida de alguns processos que com toda a certeza, vão agregando valor no produto final, os procedimentos pós colheita, os atravessadores e as indústrias, que muita das vezes irão realizar o processamento destes alimentos e por fim os varejistas, que irão levar o alimento até você, consumidor final, com um valor duas, três, quatro (ou mais a depender do processamento)  vezes mais alto do que foi pago ao produtor.

Então, quem é o culpado pela alta no preço dos produtos

No agronegócio além da cadeia que envolve a chegada do alimento até a sua mesa existem várias variáveis que podem causar a variação de preços em determinadas epócas do ano, pra conhecer mais essas variáveis, fique ligadinho na revista Society na nossa coluna Agro. Um beijo e até a nossa próxima matéria!

Fonte: GEPEA, Congresso SOBER, Brazilian Journal of Development, G1

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